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"Quod non est in actis, non est in mundo" ("O que não está escrito, não existe")
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sábado, 3 de agosto de 2013

Resultados da Sondagem

Passado um mês do início da nossa primeira sondagem (entretanto fechada) e vistas as consequências e as soluções tomadas por todos os agentes políticos envolvidos, fica aqui a apresentação dos resultados da iniciativa e alguns comentários acerca do que se seguiu ao impasse político a que se chegou.

Resultados Apurados:
Manter o Governo: 11 votos (22%)
Eleições: 5 votos (10%)
Novo Governo (sem eleições):  4 votos (8%)
Governo de Salvação Nacional (iniciativa Parlamentar): 5 votos (10%)
Governo de Salvação Nacional (iniciativa Presidencial): 10 votos (20%)
Governo Tecnocrata (iniciativa Presidencial): 14 votos (28%)
Total: 49 votos

Antes de mais, agradecer a todos os que votaram, esperando que continuem a acompanhar o Tricontraditorium e a participar em futuras iniciativas do género. Em segundo lugar, lamentar que a publicação mais vista nos primeiros 6 meses de blogue (quase 300 visualizações) apenas tenha tido 49 votos (cerca de 1/6 das visualizações).

Quanto aos resultadosparece-me de salientar que 56% dos votantes pretendiam que o Presidente da República levasse o seu discurso mais longe, nomeando um novo governoDestes, a esmagadora maioria pretendia que o governo nomeado pelo PR fosse de consenso alargado ou apartidário (seja por via de Salvação Nacional ou por via Tecnocrata). No entanto, Cavaco Silva (após as negociações falhadas entre PSD, CDS e PS) volta com o primeiro discurso atrás e decide manter o governo em funções tal como está. 

Após ter escrito o Politiquicesem conversa com um amigo, fui alertado para uma "pequena" falha no raciocínio do PR: segundo o nº.2 do Art. 195º da CRP "o Presidente da República só pode demitir o Governo quando tal se torne necessário para assegurar o regular funcionamento das instituições democráticas, ouvido o Conselho de Estado." Assim, como é que Cavaco poderia anunciar a demissão do Governo (e a dissolução da AR) e a convocação de novas eleições com mais de um ano de antecedência?! Cavaco terá uma bola de cristal que lhe prevê o futuro no gabinete? Como é que um PR pode saber que o "regular funcionamento das instituições democráticas" não está garantido daqui a um ano, e agora está? Fica a questão...

terça-feira, 2 de julho de 2013

Sondagem

Após dois dias de grande agitação política, com a demissão de Vítor Gaspar e Paulo Portas, nós, os contraditores, decidimos contribuir para o debate. Assim, abrimos as hostes com uma sondagem aos nossos leitores (margem direita da página):
Qual pensam ser a melhor solução para o impasse político a que Portugal chegou?
Consideramos ser do interesse nacional deixar aos eleitores a escolha da opção (forma de governar o país) mais viável/apoiada. A sondagem está-lo-á enquanto a situação política lhe dê sentido. 
A resposta está restringida a uma alternativa por voto.

Já que as alternativas podem gerar dúvidas na sua interpretação, fica uma explicação mais extensa daquilo que pretendemos abranger em cada uma:
i) Manter o Governo: Portas e Gaspar saem, entra Albuquerque, e ???. De resto, tudo na mesma. Será viável?
ii) Eleições: o cenário que toda a oposição quer. O resultado esperado é simples: PS no governo (maioria absoluta?), esquerda em alta, PSD/CDS nas "lonas". Até que ponto é viável um novo governo surgido de eleições antecipadas e resolverá ele alguma coisa?
iii) Novo Governo (sem eleições): reedição da transição Durão/Santana. Passos abandona, PSD e CDS trocam lideranças e formam novo governo com "sangue novo". Resolverá alguma coisa? Quem será o novo primeiro-ministro nessas circunstâncias?
iv) Governo de Salvação Nacional (iniciativa Parlamentar): Passos demite-se, PS/BE/PCP abdicam de eleições e do "resultado esperado" (ou mesmo com eleições e o "resultado esperado") para se unirem a PSD/CDS e formarem um governo conjunto para (realmente) resolverem os problemas do país. Serão capazes de colocar as diferenças de parte e o interesse nacional acima dos interesses partidários? Haverá estabilidade num governo desses?
v) Governo de Salvação Nacional (iniciativa Presidencial): Cavaco demite o governo (ou este demite-se sozinho) e (independentemente de realizar eleições ou não) convoca os partidos (esquerda, direita, ...) a formarem um governo conjunto com objectivos semelhantes ao ponto anterior. A principal diferença aqui é a intervenção presidencial e a sua (própria) responsabilização política. Terá Cavaco os "cojones" para o fazer?
vi) Governo Tecnocrata (iniciativa Presidencial): novamente sai o governo, mas neste caso Cavaco Silva dá posse a um governo apartidário, composto por elementos com comprovada competência e reputação, um pouco à semelhança do que foi feito em Itália no governo de Mario Monti. Quem seria nesse caso o escolhido para liderar o governo? Quem apoio social terá um executivo desses? Terá legitimidade política para reformar o país?

Fazemos assim dois apelos aos leitores: que apenas votem uma vez, para que os resultados sejam realistas, e que espalhem a sondagem, para que a amostra seja relevante. Acompanharemos os resultados com atenção e tiraremos as devidas conclusões possivelmente em futuras publicações.

Esperamos pelas respostas e que possamos contribuir para uma maior consciencialização da visão que os portugueses têm do seu país e do que rumo que querem que ele siga.