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"Quod non est in actis, non est in mundo" ("O que não está escrito, não existe")

domingo, 11 de agosto de 2013

Pensões de comandante num barco a afundar-se

Tenho vindo a chamar à atenção para a situação de certos grupos profissionais que não podem deixar de ser envolvidos no esforço colectivo de evitar o afundamento do barco. O barco neste caso chama-se Estado e carrega excesso de peso, os contribuintes é que o remam.
Fi-lo a propósito dos militares (aqui), chamei igualmente à atenção que dos professores (aqui) e eis senão quando aparecem os diplomatas e juízes para os quais o governo pia fininho!

O governo, não sei se pela entrada ao serviço de Rui Machete, veio anunciar que as pensões mais altas desses dois grupos profissionais ficarão de fora dos cortes a 10% previstos para as demais do regime da CGA, sob justificação de que as mesmas já haviam sido alvo de cortes anteriormente.
Convém destacar que o facto de diplomatas e magistrados receberem pensões elevadas significa que, tanto uns, como outros, são à partida privilegiados pelos salários que auferem enquanto estão no activo, a que se juntam ajudas de custo para tudo e para nada e condições especiais no regime de férias.
Aqui há tempos um estudo veio confirmar que os juízes portugueses são dos que mais ganham para o pouco que fazem, entres pares europeus. Com a conhecida celeridade e bom senso das suas decisões (aqui)…
Por seu lado, os diplomatas, embora reconheça o competência da sua acção, não deixam de ser profissionais muito favorecidos, não só pela vida que levam "em nome do Estado", como também pela network que criam, tanto cá, como lá fora, o que os dispensa de agonias se algum dia tiverem de largar a vida boa do "croquete".
Como não aprecio "excepções" (muito menos deste tipo), nem tão-pouco grupos de interesse, vejo-me na obrigação de trazer este apontamento.
Não se julgue que isto passa despercebido. Se o barco é de todos, todos têm de puxar por ele, mais ainda os que têm músculo para isso.

Ou há moralidade, ou comem todos!

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